Centenário de Violeta Arraes reuniu homenagens, memória e celebrações no Cariri cearense
Programação realizada no Crato e em Nova Olinda destacou o legado de Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau para a educação, cultura, meio ambiente e desenvolvimento regional
As celebrações pelos 100 anos de Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau tiveram início na sexta-feira (8), na Universidade Regional do Cariri (URCA), campus Pimenta, no Crato (CE), instituição onde Dona Violeta atuou como reitora entre os anos de 1997 e 2003.
A abertura oficial do centenário foi realizada no hall da Biblioteca Central da universidade, marcada pelo descerramento da placa em homenagem ao centenário de Violeta Arraes. O momento reuniu familiares, representantes institucionais, membros da Fundação Araripe, servidores da URCA, autoridades políticas e integrantes da sociedade civil.
Estiveram presentes o filho de Dona Violeta, Henri Gervaiseau, o reitor da URCA, professor Carlos Kleber de Oliveira, a vice-reitora, professora Socorro Vieira, o prefeito do Crato, André Barreto, além de convidados e representantes de instituições parceiras.
Durante as homenagens, os participantes ressaltaram a importância da atuação de Violeta Arraes para o fortalecimento da educação, da cultura, da preservação ambiental e do desenvolvimento regional no Cariri cearense. A programação da noite foi encerrada com a entrega da Medalha Violeta Arraes a profissionais da cultura local e servidores da URCA que conviveram e contribuíram com a trajetória da ex-reitora.
As comemorações tiveram continuidade no sábado (9), em uma programação especial realizada no Teatro Violeta Arraes, na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE).
O encontro reuniu familiares, amigos e representantes institucionais, contando com a presença da Fundação Araripe, representada pelo diretor técnico Francisco Campello e pela coordenadora de Formação e Comunicação, Cecília Campello. A abertura contou com falas de Alemberg Quindins, fundador da Fundação Casa Grande, de Henri Gervaiseau, filho de Dona Violeta, além do reitor e da vice-reitora da URCA, que destacaram o legado deixado por Violeta Arraes para a cultura, educação e desenvolvimento do Cariri.
O momento também foi aberto ao público para manifestações em memória da homenageada. Em sua fala, Francisco Campello destacou especialmente a contribuição de Violeta Arraes para a conservação ambiental da biorregião do Araripe e para o fortalecimento das iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável do território.
Na sequência, foi inaugurado o Memorial Violeta Arraes, instalado no mezanino do Teatro, reunindo fotografias, documentos e artefatos ligados à vida pessoal e familiar de Dona Violeta.
Encerrando a programação, a Abanda dos Meninos da Casa Grande realizou uma apresentação cultural no palco do Teatro Violeta Arraes.
Durante todo o mês de maio, a Fundação Araripe segue celebrando a vida, a memória e o legado da “Rosa de Paris”, personalidade que permanece como referência de sensibilidade, coragem e compromisso com o povo e com o território do Cariri.

