Mulheres da Fundação Araripe transformam e fortalecem a convivência com a Semiáridez
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Fundação Araripe homenageia o protagonismo feminino na restauração Sócio Produtiva da Caatinga e nas ações de uso sustentável que promovem o fortalecimento das comunidades do Semiárido.
As ações da Fundação Araripe no Semiárido brasileiro contam com a atuação decisiva de mulheres que, em diferentes áreas, contribuem diariamente para a construção de soluções sustentáveis para o território. Gestoras, coordenadoras de projetos, pesquisadoras, engenheiras, comunicadoras, extensionistas, agricultoras familiares, educadoras e chefes de família fazem parte dessa rede de trabalho que fortalece iniciativas voltadas ao uso sustentável, a conservação da Caatinga, à restauração ambiental e ao desenvolvimento das comunidades.
Entre essas histórias está a de Karina Braga, Colaboradora da Fundação Araripe, agricultora, extensionista rural e viveirista no Viveiro Sementes da Vida, onde atua na região de Irauçuba (CE), um dos núcleos de desertificação do país. Karina acompanha de perto as atividades do Projeto Pomares da Caatinga apoiado pelo Fundo Socioambiental da CAIXA em sua região, articulando ações com agricultores e agricultoras e contribuindo para o avanço das iniciativas de restauração ambiental e fortalecimento das atividades socioprodutivas.
Ao longo dos anos de execução do projeto Pomares da Caatinga, em Irauçuba, o trabalho desenvolvido junto às comunidades já contribuiu para o plantio de mais de 150 mil mudas, entre espécies nativas e forrageiras. As ações ajudam na recuperação de áreas degradadas, na melhoria das condições produtivas das propriedades rurais e no uso sustentável da biodiversidade da Caatinga para o fortalecimento da segurança alimentar dos rebanhos, especialmente em um território marcado pelos desafios da estiagem.
Natural da própria região, Karina representa o protagonismo das mulheres que atuam diretamente no território, conectando conhecimento técnico, experiência local e diálogo com as comunidades rurais. Seu trabalho evidencia a importância da participação feminina na implementação de projetos de restauração ambiental e de convivência com o Semiárido.
Para Karina, atuar na própria região também é uma forma de contribuir diretamente para a transformação do território. “Ser viveirista é uma grande honra. Gosto de trabalhar no meu município, ao lado de agricultores e agricultoras, ouvindo e entendendo suas necessidades. Além disso, poder contribuir com projetos para reverter os processos de Desertificação no Ceará é muito importante, ainda mais sabendo que já foram plantadas mais de 150 mil mudas, entre espécies nativas e forrageiras”, destaca.
A atuação de profissionais como Karina reflete a diversidade de mulheres que integram a Fundação Araripe e que, em diferentes frentes de trabalho, ajudam a construir soluções para os desafios socioambientais do Nordeste. São mulheres que pesquisam, planejam, comunicam, executam projetos e atuam junto às comunidades, contribuindo para que a Caatinga continue sendo fonte de vida, produção e desenvolvimento sustentável.
Questionada sobre o que representa ser mulher em uma área de atuação historicamente marcada pela presença masculina, Karina responde com firmeza: “O sentimento de ser mulher na extensão é frequentemente associado à coragem de ocupar espaços e à sensibilidade necessária para entender as necessidades da comunidade.”
Neste 8 de março, a Fundação Araripe celebra as mulheres que, com sensibilidade, conhecimento e determinação, transformam territórios e fortalecem comunidades em todo o Semiárido. Que viva a coragem e a sensibilidade feminina que ajudam a restaurar a Caatinga e a semear um futuro sustentável e desenvolvido para a região.

